Descubra por que o Ashwagandha é proibido pela Anvisa no Brasil desde 2022, os padrões de consumo e comércio ilegal.
Você já ouviu falar na Withania somnifera, popularmente conhecida como Ashwagandha?
Famosa por seus efeitos calmantes e pela promessa de equilibrar corpo e mente, essa erva ayurvédica (que significa "ciência da vida" ou "conhecimento da vida") vem sendo usada há mais de 3 mil anos na Índia e em países como Nepal e Sri Lanka.
Nos últimos anos, o nome Ashwagandha ganhou força entre influenciadores, praticantes de atividades físicas e até pessoas que buscam soluções naturais para lidar com ansiedade e estresse. Milhões de brasileiros buscam esse suplemento online, mas o que muitos não sabem é que sua venda é estritamente proibida no Brasil pela Anvisa desde 2022.
Neste artigo, você vai entender por que a venda e o consumo dessa erva foram proibidos e quais perigos estão por trás do comércio ilegal.
O que é Ashwagandha — e por que tantos brasileiros ainda procuram por ela
Imagine um suplemento que promete reduzir o cortisol em até 30%, melhorar o sono e diminuir a ansiedade, mas que, na prática, pode custar caro… não só no bolso, mas na sua saúde.
O Ashwagandha é uma erva adaptogênica, ou seja, ajuda o organismo a se adaptar melhor ao estresse físico e emocional. Ela ficou popular por prometer:
- Reduzir níveis de estresse e ansiedade;
- Melhorar a qualidade do sono;
- Aumentar energia e foco;
- Equilibrar hormônios relacionados ao bem-estar.
Com benefícios tão tentadores, não é surpresa que o interesse dos brasileiros tenha explodido. Dados de buscas no Google mostram um crescimento de mais de 50% por termos como “Ashwagandha comprar” nos últimos anos — mesmo após a proibição.
O público que mais busca são jovens adultos entre 25 e 40 anos, geralmente profissionais sob pressão, atletas em busca de performance ou pessoas lidando com ansiedade crônica. A média de consumo relatada gira em torno de 300 a 600 mg por dia — normalmente através de importações ilegais feitas em sites internacionais ou marketplaces.
Fora do Brasil, o Ashwagandha é comercializado legalmente nos EUA e na Europa, embora com alertas de órgãos como a Food and Drug Administration (FDA) sobre contaminação cruzada e falta de padronização. O mercado global movimenta bilhões de dólares e cresce cerca de 15% ao ano.
A promessa de reduzir ansiedade e melhorar a disposição é forte, estudos internacionais relatam melhora significativa em até 69% dos participantes. Mas há um problema: no Brasil, não há nenhuma garantia de pureza, segurança ou eficácia, já que a venda e importação acontecem de forma clandestina.
É aqui que muitas pessoas se perguntam: “se existe demanda e benefícios relatados, por que é proibido?”, e principalmente: existe alguma alternativa legal?
Se eu fosse você, ficava ligado nas novidades que estão chegando na Bionutri.
Se a Anvisa proibiu uma substância, isso não significa que as pessoas precisem abrir mão de cuidar da saúde emocional e mental. Nos últimos anos, avanços na área de suplementos resultaram em formulações nacionais com eficácia clínica comprovada, que atuam nos mesmos mecanismos fisiológicos do Ashwagandha.
Ao invés de se arriscar com o mercado clandestino, você vai poder contar com uma solução nacional, acessível e confiável.
A Clandestinidade e os Riscos Reais do Ashwagandha no Brasil
Em 2022, a Anvisa publicou a Resolução RE 3.669/2022, proibindo expressamente a fabricação, importação e comercialização do Ashwagandha em suplementos alimentares no Brasil.
O motivo não foi burocracia, foi saúde pública.
Relatos de casos graves de lesão hepática associados ao consumo da substância foram notificados internacionalmente e também registrados no Brasil, com aumento de casos em 2024.
Mesmo com a proibição, o comércio ilegal não parou. De acordo com dados da Receita Federal, as apreensões de produtos contendo Ashwagandha aumentaram 40% em 2025. A maioria vem da Índia ou da China, sem controle de pureza, sem certificação sanitária e muitas vezes misturada a outras substâncias desconhecidas.
Além disso, as penalidades são severas:
- Multas para vendedores ilegais podem chegar a R$ 500 mil;
- Consumidores arriscam intoxicação, danos hepáticos e interações perigosas com medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos ou remédios para tireoide.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo alertam que o uso indiscriminado da erva pode causar interações medicamentosas sérias e o maior risco é que, sem controle legal, ninguém realmente sabe o que está consumindo.
A realidade é simples: ao comprar Ashwagandha no mercado ilegal, a pessoa aposta a própria saúde em troca de promessas sem garantia. O que parece “natural e inofensivo” pode, na verdade, gerar consequências irreversíveis.
Proibido não é sinônimo de inofensivo — e informação salva vidas
O uso de Ashwagandha no Brasil não é apenas ilegal, é um risco real à saúde.
Muitas pessoas ainda associam “natural” a “seguro”, mas quando se trata de suplementos não regulamentados, a verdade é dura: não há controle, não há garantia e, muitas vezes, não há volta.
- Não arrisque com o proibido.
- Escolha segurança, ciência e legalidade.
